Segunda-feira, 30 de Abril de 2012

Foto do dia- Sorrisos grátis com blogues da Nature dentro

O sorriso enriquece os recebedores sem empobrecer os doadores.
Autor desconhecido
Desde 2009 que a Nature dinamiza um espaço interactivo, através de blogues convidados, muito interessante e pertinente, Nature Blogs, em particular os de carácter biomédico, alguns sobre genética, mas o enfoque global é conhecer e compreender/antever/prevenir as alterações climáticas. Além do rigor científico (revisão por pares - peer review), este espaço constitui também uma excelente oportunidade de todos nós interagirmos com os cientistas, numa relação mais horizontal. 
E não ignorar esta fotografia e as sábias palavras de Mário Quintana: o sorriso grátis que nos regressa a criança   quando se faz "luz" no nosso interior.

Domingo, 29 de Abril de 2012

Sybreed - Love Like Blood (Killing Joke cover)


Ouvir o original aqui ou numa versão mais longa no BioTerra


We must play our lives like soldiers in the field 
But life is short i'm running faster all the time 
Strength and beauty destined to decay 
So cut the rose in full bloom 'til the fearless come and the act is done

A love like blood, a love like blood 

Everyday through all frustration and despair 
Love and hate fight with burning hearts 'til legends live and man is god again (and self-preservation rules the day no more) 
 We must dream of promised lands and fields 
That never fade in season 
As we move towards no end we learn to die 
Red tears are shed on grey

Sábado, 28 de Abril de 2012

Killing Joke Love Like Blood (12 inch Extended Version)






Banda pós-punk, reconhecida pelo seu som pesado mas dançável e com referências, nas suas letras, ao ocultismo e activismo político intensos. O empenho e versatilidade de Jaz Coleman, ao longo destes anos foi reconhecido e em Outubro de 2006, foi escolhido para compositor-residente da União Europeia.


Também é uma banda "residente" no BioTerra: Proféticos com o seu "Eighties"Democracy [1996, video e poema]; Sanity, Millenium [video e poema] e finalmente New Day.
.

Quarta-feira, 25 de Abril de 2012

Doc da semana: 6 maneiras para salvar o mundo com cogumelos (Paul Stamets)


Mycelium is Earth’s natural Internet (Paul Stamets)


Empreendedor micologista Paul Stamets pretende resgatar o estudo de cogumelos a partir de florestas gourmet e senhores da guerra psicodélicas. O foco da pesquisa Stamets é o genoma nativo de fungos do Noroeste dos EUA, o micélio, mas ao longo do seu caminho de pesquisa, já criou 22 patentes de tecnologias baseadas em cogumelo tecnologias, incluindo fungos pesticidas que os insectos são atraídos para comê-los, e cogumelos que podem derrubar as neurotoxinas usadas em gás de nervos. Há implicações cósmicas também. Stamets acredita que poderia terraformar outros mundos em nossa galáxia por meio do plantio de uma mistura de esporos de fungos e outras sementes para criar uma pegada ecológica de um novo planeta.


Ler também: 
1. Microrremediação: sobre a importância ecológica dos fungos e cogumelos
2. Fungi Perfeti (Página Oficial de Paul Stamets)

Terça-feira, 24 de Abril de 2012

Segunda-feira, 23 de Abril de 2012

Dia Internacional do Livro - Auto-conhecimento e Natureza, por Eckhart Tolle

O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO,hoje, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia faleceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare. A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.
A minha sugestão seria que mais gente lê-se o livro de Al Gore- "A Nossa Escolha".
Contudo e continuando este Mês da Terra, e depois do BioTerra celebrar o Dia da Terra em tomos musicais 123 e ,4, escolhi para este Dia Internacional do Livro, um texto/pensamento diferente. Um texto de Eckhart Tolle. Espero que gostem.


"Dependemos da natureza não só para a nossa sobrevivência física.
Também necessitamos da natureza para que nos ensine o caminho para casa, o caminho para sairmos da prisão de nossas mentes. Perdemo-nos no fazer, no pensar, no recordar, no antecipar; estamos perdidos num complexo labirinto, num mundo de problemas.Esquecemos aquilo que as rochas, as plantas e os animais já sabem.
Nos esquecemos de Ser, de sermos nós mesmos, de estar em silêncio, de estar onde está a vida: Aqui e Agora.
Focalizar a atenção numa pedra, numa árvore ou num animal, não significa “pensar neles”, mas simplesmente percebê-los, dar-se conta deles. Então eles transmitem-te algo de sua essência.Sente quão profundamente descansam no Ser, completamente unificados com o que são e onde estão. Ao perceber isto, tu também entras num lugar de profundo repouso dentro de ti mesmo.
Quando caminhares ou descansares na natureza, honra este reino, permanecendo aí plenamente. Acalma-te. Olha. Escuta. Observa como cada planta e cada animal são completamente eles mesmos. De forma diferente dos humanos, não estão divididos em dois. Não vivem por meio de imagens mentais de si mesmos, e por isso não precisam preocupar-se em proteger e potencializar estas imagens. Todas as coisas naturais, além de estarem unificadas consigo mesmas, estão unificadas com a totalidade. Não se afastaram da totalidade exigindo uma existência separada: “eu”, o grande criador de conflitos. Tu não criastes teu corpo, nem és capaz de controlar todas as funções corporais. No teu corpo opera uma inteligência maior que a mente humana. É a mesma inteligência que sustenta tudo na natureza. Para aproximares-te ao máximo desta inteligência, torna-te consciente de teu próprio campo energético interno, sente a vida, a presença que anima o organismo.
Quando percebes a natureza apenas com a mente, por meio do pensamento, não podes sentir sua plenitude de vida, seu ser. Unicamente vês a forma e não estás consciente da vida que a anima, do mistério sagrado. O pensamento reduz a natureza a um bem de consumo, a um meio para conseguir benefícios, conhecimento, ou a algum outro propósito prático.
Observa, sente um animal, uma flor, uma árvore, e vê como descansam no Ser. Cada um deles é ele mesmo. Eles têm uma enorme dignidade, inocência, santidade. No momento em que olhas além dos rótulos mentais, sentes a dimensão inefável da natureza, que não pode ser compreendida pelo pensamento.
É uma harmonia, uma sacralidade que além de preencher a totalidade da natureza, também está dentro de ti. O ar que respiras é natural, como o próprio processo de respirar. Dirige a atenção à tua respiração e percebe que não és tu quem respira. A respiração é natural. Conecta-te com a natureza do modo mais íntimo e interno percebendo a tua própria respiração e aprendendo a manter tua atenção nela.Este é um exercício que cura e energiza consideravelmente.
Produz uma mudança de consciência que te permite ultrapassar o mundo conceitual do pensamento e atingir a consciência incondicionada. Precisas que a natureza te ensine e te ajude a reconectar-te com teu Ser.

Não estás separado da natureza. Todos somos parte da Vida Única que se manifesta em incontáveis formas em todo o universo, formas que estão, todas elas, completamente interconectadas.
Quando reconheces a santidade, a beleza, a incrível quietude e dignidade que existem em uma flor ou em uma árvore, acrescentas algo a esta flor ou a esta árvore. Pensar é uma etapa na evolução da vida. A natureza existe em uma quietude inocente que é anterior à aparição do pensamento. Quando os seres humanos se aquietam, vão além do pensamento. A quietude que está além do pensamento contém uma dimensão maior de conhecimento, de consciência. A natureza pode levar-te à quietude. Este é o presente dela para ti.
Quando percebes a natureza e te unes a ela no campo da quietude, este se enche com tua consciência. Este é o teu presente para a natureza. Através de ti, a natureza toma consciência de si mesma.
É como se a natureza tivesse ficado à tua espera durante milhões de anos para adquirir esta consciência."

Para saberes mais:

Domingo, 22 de Abril de 2012

Dia da Terra - Tomo Musical IV, com fotopoema dentro

Tomos 1, 2 e 3


Quando Toda és Terra a Terra

Marga, teu busto tufa,
Dois gomos e véus de ilhal
Palpitam palmo de gente
Nesse tefe-tefe igual
E há qualquer coisa de ardente
Que se endireita e que rufa
Nem tambor a general.

Marga, teu peitinho estringes,
Toca a quebrados na praça
De armas que empunham rapazes
De guarda a uma egípcia esfinge,
E um vento de guerra passa
E o pau da bandeira ringe
Antes de fazer as pazes.

Marga, que deusa de guerra,
A Miosótis se interpôs
Quando toda és terra a terra
Cálice de rododendro
Zango nunca em ti se pôs
Em estames senão tremendo...

Vitorino Nemésio, in "Caderno de Caligraphia e outros Poemas a Marga"

Dia da Terra - Tomo Musical III





Tomos Musicais 1 e 2

Up In Flames (featuring Smoke)
from Corroded Utopia (LP 2010) by Eastern Sunz
Fonte: Eastern Sunz
lyrics

Stop the presses and strike up the band,
cause I came to send a message with the mic in my hand.
People fighting over resources, dying for land,
and we just let the evil empires try and expand.
We can bury our heads or draw a line in the sand,
against the ones ready strike and lay you right where you stand.
Live a firestarter, die a martyr, sayonara,
aint no time for waiting on a knight in shining armor.
The planet's gotten rotten at the surface and the core,
and the people walk around without a purpose anymore.
The tip of the melting iceberg, it’s just getting warm,
we'll need one hell of an umbrella to weather the shit storm.
You gotta ask yourself what your gonna do,
when we see world war three and civil war two.
And quite frankly I don't know about you,
but when shit hits the fan I won't be trying to stay cool.

Chorus
Said one, two, one, two,
said I don’t know what to do.
So many problems to solve,
no time for getting involved.
My only hope is there’s a future for kids,
forced to grow up on a planet where it’s hostile to live.

Courage
Earth Mother, god we failed in so many ways,
look to the skies, they're polluted and gray.
Clear-cut forests bald-headed, totally shaved,
topsoil erodes and all the animals fade.
How we make it to this horrible phase?
Corporatocracy clench the whole world, sell their soul for what pays.
We're a virus like the bird flu and AIDS,
educated with good grades, still we don't know how to behave.
There was a time when fresh water was still drinkable,
now that be unthinkable, Pepsi bottle it and sell it to you.
There's nothing in the world like sitting under a tree,
but carnage be the only thing that I see, and tree stumps.
Cause we dumps pollution into oceans and streams,
transforming them to toxic it seems,
there's no regard for other living beings, just the diamonds and bling,
infatuation with material things.

Smoke
The world going down in kerosene dreams,
conflict diamond in the rough, sipping poison out of streams.
It’s progress, baby, I mean deformed babies,
Monsanto thanks thee for consuming the virus.
Now let’s contaminate the dirt, extrapolate the worth,
laminate the hurt, dominate and intoxicate the Earth.
Word to wasteland, industrial taste, waste bland,
pass the petrol chemicals so I can build castles out of radiated sand.
Bathe in blood bank, bailout, fractional-reserve system, sell out,
genetically modified monster made out of carcinogens and fallout.
Now fill out these forms,
Big Brother is watching you getting high off the toxins.
Of course, better open your eyes before you wake up,
and hear the sound of troops boots marching.

Dia Terra - Tomo Musical II

Tomo Musical I

Dia da Terra - Tomo Musical I

Dia da Terra - Tomo Musical I



Tales from Maidam é um tema retirado do álbum Castalia (1988), do trompetista / sintetizador americano Mark Isham. O título refere-se à mítica fonte Castalia, no Monte Parnaso, Grécia. Na Grécia antiga era uma fonte sagrada para Apolo e as Musas e crê-se que seja a fonte de inspiração.

Sábado, 21 de Abril de 2012

Boredoms - supercoming part 1 (star)



Continuando com este excelente grupo japonês [ouvir supergoing] . As fotografias escolhidas pelo autor deste "teledisco" são de tirar o fôlego. A batida e os espaços sonoros respiram e transpiram!

Sexta-feira, 20 de Abril de 2012

Plantas primitivas podem ser fonte de novos medicamentos

Créditos: Genetics News
Um recente relatório de um grupo de pesquisadores russos foi capaz de regenerar uma planta que não tinha visto a luz do dia para 32.000 anos e atraiu grande, e merecido, interesse de todo o mundo. Anteriormente, a mais antiga conquista semelhante foi o crescimento de uma tamareira a partir de uma semente de 2.000 anos encontrada em Israel.

Ao trabalhar com uma flor do Árctico chamada Silene stenophylla, os russos extraíram células da placenta, um órgão encontrado na fruta que faz com que as sementes da planta, e cultivadas numa matriz-antediluviana permitiu desenvolver plantas inteiras. Os frutos de plantas e sementes tinham sido enterrados a mais de 100 pés abaixo das margens de um rio na Sibéria. Os pesquisadores foram capazes de realizar o seu projeto, pois as sementes e os frutos foram protegidos pelo permafrost.

Embora este avanço científico é imensamente digno de nota em seu próprio direito, grande sucesso da equipe de botânicos russos prenuncia outras oportunidades potenciais. Por exemplo, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul no Brasil estimam que 25% dos medicamentos prescritos no mundo vêm das plantas. Dr. Gordon Cragg do NCI observou que muitos analgésicos, relaxantes musculares, anti-cancerigenos, anti-hipertensivo, antimaláricos, cardiotónicos e drogas anti-demência são derivadas de plantas.

O que é particularmente interessante sobre o projeto russo é que ele abre a porta para a descoberta potencial de novos medicamentos a partir de fontes vegetais antigos. Como a Terra continua a experimentar o aquecimento global, aumento do número de hectares de terra serão liberados a partir de camadas de permafrost. Meu palpite é que novas variedades de plantas muito enterradas sob o gelo e a neve vão começar a aparecer. Felizmente, algumas destas plantas irão conduzir ao desenvolvimento de novas terapêuticas.

Estou particularmente animado com a possibilidade de que os antibióticos originais podem ser encontradas à medida que avançamos na pesquisa sobre as plantas primitivas recém-descobertas. Com a crescente incidência de microorganismos resistentes a antibióticos que assola a prática médica, a introdução e uso de novos antibióticos que vêm de plantas antigas e não estão familiarizados com muitas bactérias e vírus modernos, serão muito bem-vindos.

Em resumo, o renascimento russo de uma planta de 32 mil anos pode ser vista como um milagre bioarqueológico e um salto biomédico plausível  para a frente. [traduzido daqui]

Quinta-feira, 19 de Abril de 2012

Satélite japonês ajuda inspecção contra o desmatamento da Amazónia, pois os infractores antecipavam o corte para a época das chuvas....

O governo brasileiro lançou o Programa de Proteção e Combate de Desmatamento da Amazônia (PPCDAM), prevendo ações como presença mais constante na região, parceria da Polícia Federal, Ibama e demais instituições em operações de combate à exploração ilegal da floresta, monitoramento por satélite (o que inclui o acordo de cooperação com a Jaxa), entre outras.
Com o PPCDAM, os infratores mudaram a dinâmica. Deixaram de explorar grandes áreas de uma só vez, pulverizando os cortes (80% dos desmatamentos detectados em 2010 eram em áreas menores de 50 hectares).
Também anteciparam o corte da floresta para o início do ano, reduzindo a atividade na época seca (de julho e dezembro) para fugir ao olhar dos satélites ópticos que tinham a capacidade de detecção reduzida quando havia muitas nuvens. Esse problema pode ser contornado com o satélite ALOS. O diretor-executivo da Jaxa fic.ou impressionado com o aproveitamento das imagens do satélite japonês.
Por usar sistema de radar, o satélite japonês conseguia capturar imagens de áreas florestais devastadas, independente da quantidade de nuvens, complementando as informações obtidas por outros satélites empregados no monitoramento da Amazônia.
A partir das imagens do ALOS, técnicos do Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama identificaram mais de 2 mil polígonos de desmatamento em dois anos de análise de imagens de radar.

Quarta-feira, 18 de Abril de 2012

Aos homenageados por prémios ambientais deste ano - a Arte de Felix Mas



E apenas apareces
Contas todos os rios
Em meu corpo, as campanas
Estremem o céu,
E um hino enche o meu mundo
Pablo Neruda

Prémios Verdes 
1. A ONU reconhece a VERDEate (literalmente significa Verdeia-te , Colômbia) como uma das melhores plataformas online para o Meio Ambiente, no mundo- notícia aqui e aqui. PORDATA (Portugal) foi contemplado noutras categorias. Para conhecer mais sobre a missão e a atribuição destes prémios, nada melhor que visitar o site WISIS Award 


2. Também já são conhecidos os vencedores do prestigiado Goldman Environmental Foundation. Lê as suas Histórias de Vida, que nos inspiram.

Terça-feira, 17 de Abril de 2012

Doc da semana- Imitando as biotecnologias da Natureza (Biomimicry ou Biomimetics)




A biomimética é uma área da ciência que tem por objetivo o estudo das estruturas biológicas e das suas funções, procurando aprender com a Natureza (e não sobre ela) e utilizar esse conhecimento em diferentes domínios da ciência. A designação desta recente e promissora área de estudo científico provém da combinação das palavras gregas bíos, que significa vida e mímesis que significa imitação. Dito de modo simples, a biomimética é a imitação da vida.


Algumas ligações com interesse:

Segunda-feira, 16 de Abril de 2012

Desertec - A energia que vem do deserto já arrancou em pleno e promete cobrir 15% das necessidades europeias

Parobolic mirrors at a solar thermal plant are used to heat oil
CrédtiosGuardian

A Europa busca nos desertos um caminho para suprir sua procura energética. Em 2011, a Espanha começou a usar a todo vapor o maior parque  solar no mundo, instalada numa das regiões mais áridas do país. Mas o mais ambicioso projecto europeu está em curso na África, no Deserto do Saara. É lá que o consórcio Desertec, formado por 50 empresas alemãs, começa a construir este ano uma usina de energia solar colossal. A ideia é construir parques solares em várias partes do Sahara para atender de 15% a 20% das necessidades europeias.
A primeira fábrica, que ocupará uma área de 12 quilómetros quadrados, fornecerá 500 megawatts de energia para o Velho Continente a partir de 2014. Mas, de acordo com Paul van Son, chefe do projeto, ainda não foi decidido se será usada a tecnologia de solar térmico (aquecimento da água para a movimentação de uma turbina a vapor), ou o método fotovoltaico. A geração fotovoltaico térmico tem a vantagem de ser mais barata, produzindo energia pela acção da luz do Sol no silício das células captadoras. Já a geração fotovoltaico, usada na fábrica egípcia Kuraymot é mais cara, mas tem a vantagem de permitir a produção de energia à noite. A egípcia foi construída pela empresa alemã Solar Millenium, que faz parte do consórcio Desertec e também construiu as fábricas/parques Andasol 1, 2 e 3 na Andaluzia, Espanha, entre as mais modernas do mundo e um exemplo do que será a fábrica do Sahara.



Mais info:

Domingo, 15 de Abril de 2012

A melhor eco-história da semana - na Índia, um homem plantou sozinho uma floresta inteira

"O Homem que Plantava Árvores" é a história de um senhor muito peculiar, o pastor Elzéard Bouffier que, em total sintonia com a natureza, faz crescer uma floresta onde antes era uma região árida e inóspita. É um conto de Jean Giono, de 1953, passado para animação, lindíssima, que já mencionei no BioTerra, em 2008. E agora tornou-se realidade, na Índia.

Índia: Homem plantou sozinho uma floresta inteira
    Um homem plantou, sozinho, com as próprias mãos, uma floresta inteira na região de Jorhat, perto do rio Bramaputra, na Índia. Graças aos esforços de Jadav Payeng, hoje com 47 anos, uma área de 550 hectares passou a acolher uma grande diversidade de flora e fauna, incluindo animais globalmente ameaçados como tigres e rinocerontes.
    A aventura de Jadav Payeng começou em 1979, quando a região foi assolada por inundações que arrastaram centenas de serpentes para as margens do rio. Uma vez que não havia árvores naquele local, os répteis acabaram por morrer devido ao excesso de calor e foi nesse dia que o indiano, então com apenas 16 anos, decidiu que tinha de alterar a situação.
    "Eu sentei-me no chão e chorei de tristeza quando encontrei os restos dos animais. Foi uma carnificina", relembrou Jadav Payeng em entrevista ao jornal The Times of India. "Alertei o departamento florestal e perguntei-lhes se podiam plantar árvores nesta região. Eles disseram que aqui nada ia crescer e pediram-me que, em vez disso, plantasse bambu. Foi doloroso mas consegui fazê-lo. Sozinho, porque não havia ninguém interessado em ajudar-me", acrescentou.
Jadav Payeng :The man who made a forest. [fonte:My Room]   
    Jadav saiu de casa, abandonou a escola e passou a viver junto ao rio, aceitando, sem problemas, uma vida solitária. Regava as plantas de manhã e à tarde, podava-as sempre que necessário e, depois de alguns anos, o local transformou-se numa enorme plantação de bambu. "A partir desse momento decidi plantar árvores a sério. Além disso, como as formigas vermelhas têm a capacidade de mudar as propriedades do solo, trouxe muitas da minha aldeia", contou.

    Cerca de 12 anos depois, a região começou a ser ponto de passagem de aves migratórias e diversos animais de grande porte, entre eles o raro tigre-de-bengala e o rinoceronte indiano. Porém, só em 2008, quase três décadas após Jadav ter dado início ao nascimento da floresta, o departamento florestal teve conhecimento do que se passava.   
    Gunin Saikia, um dos responsáveis do departamento, confessou ao The Times of India a surpresa que a descoberta provocou. "Ficámos muito surpreendidos quando encontrámos uma floresta tão densa na margem do rio. Ele trata as árvores e os animais como se fossem seus filhos. Quando vimos isto, decidimos intervir também", sublinhou Saikia. 
    De acordo com o assistente de conservação florestal, a equipa ficou "fascinada" com Payeng. "Ele tem feito isto desde há 30 anos. Se o tivesse feito noutro país seria, com certeza, considerado um herói", apontou.
   Não foi fácil conseguir a ajuda do governo - apenas o ano passado as entidades florestais avançaram para a plantação de árvores em 200 hectares de terreno - mas está já em estudo a apresentação de uma proposta para transformar o local numa reserva protegida de vida selvagem.
Adaptado de Boas Notícias- Ambiente,4 de Abril de 2012

Sábado, 14 de Abril de 2012

Um ano após Escola da Fontinha, Porto + Nitzer EBB and Die Krupps -The Machineries of Joy (Máquinas da "alegria")




Eu considero que este é um excelente exemplo de crítica contra a rede atrofiadora de aprender-trabalhar-trabalhar-pagar-pagar-trabalhar-comprar-endividar-trabalhar-túmulo. Especialmente no final da música podemos "sentir" a dor e o vazio desta sociedade tão arbitrária e atomizada como os dias de hoje. Exemplo disso é o estudo-caso da Escola da Fontinha. A ocupação da escola do Alto da Fontinha dura há precisamente um ano e conseguiu dinamizar a população local para a realização de várias atividades de preenchimento de tempos livros. É uma espécie de centro social em auto-gestão, com regras próprias. Contudo o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio e todos os intervenientes antidemocratas defendem a ordem de despejo dos voluntários do projecto[ler notícia]. A sociedade pode ser melhor e evoluir com projectos fractais, cheios de esperança e que premeiam o empoderamento individual e colectivo. Um vídeo muito bem realizado, especialmente porque o próprio som e a escolha das rodas lembram de uma máquina de bombeamento batendo ritmicamente nas nossas cabeças e corações. 

Sexta-feira, 13 de Abril de 2012

Leituras: Porque somos diferentes?

Encontrei este artigo na internet, agora que estou a finalizar os conteúdos programáticos em Formação Cívica, 10º Ano, sobre Educação Sexual e é tão interessante que só poderia reproduzir no meu blogue.
Fonte: Super Interessante, Agosto 2010

A diversidade de comportamentos eróticos nas diferentes culturas e no interior de cada sociedade deixa a ciência intrigada. O ambiente e os genes têm muito a dizer.

Tonga é um pequeno país insular situado a Leste da Austrália, no Pacífico Sul. O actual rei continua a desempenhar certas funções (trata-se de uma monarquia constitucional), mas há muito que já não tem a obrigação de desflorar as mulheres virgens da ilha. Um dos seus antepassados, Fatefehi, foi obrigado a cumprir o extenuante dever durante anos: estima-se que iniciou nas artes do amor 37.800 raparigas, entre 1770 e 1784, a um ritmo de seis ou sete por dia.

As mulheres nayares da Índia também podem manter um número considerável de relações sexuais, mas não como uma obrigação; fazem-no por diversão. Nesta casta de guerreiros hindus (ou seja, a nayar), as meninas devem passar por uma cerimónia que dura quatro dias antes da primeira menstruação. No fim do ritual, recebem o tali, um colar que simboliza que contraíram matrimónio. A partir desse momento, podem manter relações sexuais com quantos amantes (sambandha) quiserem, um de cada vez ou no número que considerem mais apetecível. Um deles poderá tornar-se seu marido, mas isso não é obrigatório. De facto, não costuma ser habitual.

Depósito de esperma em reserva
Os jovens etoros da Papuásia/Nova Guiné, pelo contrário, tratam de restringir o número de parceiros eróticos e a quantidade de relações sexuais que mantêm ao longo da existência. Praticam a castidade ("a mais desnaturada das perversões sexuais", segundo o escritor inglês Aldous Huxley ) com as suas companheiras durante a maior parte do tempo. O motivo é simples: acreditam que a quantidade de sémen é limitada e que morrerão quando esgotarem as suas reservas. A quantidade do precioso fluido de que um homem etoro poderá dispor ao longo da vida é adquirida durante a adolescência. Como? Através da prática de sexo oral aos homens maduros da tribo. Por isso, um jovem não pode ter um aspecto demasiado saudável: considera-se que abusou do sexo oral e que ingeriu demasiado sémen. Nesse caso, é obrigado a manter relações sexuais com mulheres para recuperar o equilíbrio.

No mundo ocidental, semelhante teoria seria liminarmente descartada; ninguém acredita que se tenha de limitar o número de coitos para racionar o sémen. O que se verifica na nossa sociedade é a castidade voluntária: um número considerável de indivíduos não praticam sexo porque não desejam fazê-lo. A Sociedade Assexual Americana estima que esse grupo integra cerca de três por cento da população mundial, mas talvez a percentagem real seja ainda maior, agora que já não se esconde a opção assexual. No Japão, país que muitos especialistas consideram ser um exportador de tendências, cada vez se mantêm menos relações. Uma sondagem da Associação Japonesa de Planeamento Familiar efectuada junto de pessoas entre os 16 e os 49 anos mostrou que 31% não tiveram contactos sexuais no último mês, "sem qualquer razão especial".

altOs genes que nos arrastam
A variedade de comportamentos que emerge destes exemplos dá uma ideia da diversidade sexual humana. Os antropólogos assinalam que a nossa conduta erótica poderá ser mais heterogénea do que a forma de vestir, os hábitos alimentares ou as normas éticas. A cantora e actriz norte-americana Bette Midler perguntava há tempos: "Se o sexo é um fenómeno tão natural, por que existem tantos livros sobre como fazê-lo?" A verdade é que os cientistas continuam a interrogar-se por que motivo reagimos de forma tão variada a algo que é, na sua essência, uma imposição biológica.

A motivação sexual é o mecanismo que favoreceu a selecção natural para aumentar a probabilidade de sobrevivência da espécie. Quando duas pessoas se sentem atraídas, não costumam parar para pensar que estão a ser guiadas pelos seus genes, mas o prazer que as move é um mecanismo mental, dirigido pela pulsão biológica, que é fruto da adaptação. Talvez essa inconsciência que a natureza estabelece seja a causa para se ter demorado tanto a começar a estudar as estratégias sexuais humanas.

Um dos primeiros especialistas a tentar quebrar o tabu foi Alfred Kinsey, professor catedrático de biologia e zoologia da Universidade do Indiana: surpreendido por haver tantas referências à sexualidade animal e tão poucas à nossa, decidiu efectuar um macro-inquérito. Foi alvo de acesas críticas por parte de sectores médicos e grupos religiosos, que chegaram a ameaçar incendiar-lhe a casa, mas não conseguiram intimidá-lo. O célebre Relatório Kinsey, publicado em 1948 (homens) e 1953 (mulheres), reunia dados sobre a vida erótica de 11.240 pessoas e os resultados deixaram a sociedade norte-americana atónita, pois mostravam um panorama inesperadamente heterogéneo que não correspondia ao que era considerado "normal". Por exemplo, 37% dos homens tinham tido uma experiência homossexual, 62% das mulheres tinham-se masturbado e quase metade tinham tido relações antes do casamento.

Todavia, o que mais chamava a atenção era a grande diversidade na actividade sexual quotidiana. Surgiam homens e mulheres que afirmavam nunca ter tido um orgasmo, e outros que usufruíam de quatro ou mais por dia. Os dados também mencionavam pessoas absolutamente monógamas que há décadas mantinham relações com a mesma pessoa (a única parceira sexual da sua vida) e outras que não conseguiam manter-se fiéis mais de um ano. Isto para não falar das singularidades e dos comportamentos excêntricos: daqueles cuja maior fonte de excitação eram os dentes, os sapatos de salto alto ou as reuniões de trabalho.

O que tornava o estudo revolucionário era a sua metodologia. Kinsey adoptou uma abordagem relativamente ao sexo inédita na altura: o chamado "ponto de vista etic". Os antropólogos designam assim os estudos que procuram investigar o funcionamento de uma cultura de forma objectiva, baseando-se em números e dados reais, e não no que os indivíduos supõem sobre o que os seus vizinhos fazem ou não. O biólogo sabia que, quando se trabalha com interpretações (com o que os membros de uma cultura pensam que acontece na sociedade em que vivem, o "ponto de vista emic"), é fácil cair num padrão de normalidade fictícia. Kinsey averiguou o que se passava verdadeiramente nos quartos sem deixar que ninguém lhe filtrasse a realidade, e descobriu uma grande variedade de comportamentos eróticos.

A economia também conta
A partir do relatório que publicou, a homogeneidade foi cientificamente descartada e os estudos centraram-se em procurar explicar a diversidade. Marvin Harris, professor de antropologia nas universidades de Columbia (Nova Iorque) e da Florida, é um dos principais representantes dessa corrente. O "pai" do materialismo cultural coloca em questão "que existam em absoluto modos de sexualidade humana obrigatórios, para além dos impostos por prescrição cultural". Nada funciona de forma idêntica em todas as culturas. Segundo Harris, as condições materiais constituem o principal factor a condicionar os conceitos sobre sexualidade. A proporção de comportamentos homossexuais, o grau em que se permitem relações consanguíneas ou as leis implícitas e explícitas sobre o adultério podem ser explicadas com base na adaptação ao meio em que cada colectividade vive. E indica um exemplo: quando o investimento na prole se torna muito dispendioso, a sociedade torna-se mais puritana, pois é mau negócio andar a criar e educar filhos alheios. Em contrapartida, nas populações onde esse custo é menor, os costumes tornam-se mais permissivos relativamente ao adultério e à promiscuidade.

O antropólogo francês Pascal Dibie, professor da Universidade de Paris VII, oferece outro exemplo de como a socieade nos molda em função das necessidades materiais. Em Etnologia do Quarto de Cama, fala do ghotul, uma escola erótica frequentada de noite pelos adolescentes da etnia muria, na Índia. As regras deste local de iniciação sexual foram alteradas: antes, os que ali se dirigiam ficavam com o mesmo par dia após dia para aprender as artes do amor. Todavia, no ghotul moderno, as relações duradouras são proibidas: permanecer mais de três dias com o mesmo companheiro ou companheira acarreta sanções.

alt
O êxito da diversidade
O motivo, segundo Dibie, é a necessidade de preservar a ordem social numa cultura cada vez mais permeada por valores e formas de vida alheias. Até agora, os jovens não questionavam os casamentos arranjados tradicionais dos murias. Agora, no entanto, reivindicam o amor e as uniões espontâneas ou por paixão. Como esse tipo de relações quebraria alianças antigas, criaria tensões desnecessárias e complicaria o pagamento de certas dívidas, os adultos procuram proibi-las. Para dissuadir os adolescentes e atenuar a sua curiosidade sexual, permitem que se deitem com todos os membros do ghotul. Argumentam que se reduz, deste modo, o risco de adultério e os ciúmes nos futuros casamentos. Mais uma vez, vemos uma explicação emic (a suposta vantagem para a harmonia do casal) a servir para disfarçar causas etic (a preservação das convenções sociais e económicas). A necessidade adaptativa promove uma promiscuidade que seria sancionada noutro contexto.

Os casos já referidos recordam-nos o valor evolutivo da heterogeneidade, algo que não suscita, sobretudo desde a revolução darwiniana, qualquer dúvida aos cientistas. A variabilidade é a matéria-prima da evolução, pois o que funciona num ambiente pode ser um desastre noutro. Assim, para que a selecção natural possa agir sobre uma característica, tem de haver diferentes versões do gene (ou genes) que o controlam. Ronald Fisher, um dos fundadores da genética de populações, demonstrou matematicamente que quanto mais alelos (variantes) existirem de um gene, maior será a probabilidade de um se conseguir impor aos restantes. Isso implica que uma maior variabilidade genética se traduz num maior ritmo de evolução de uma população.

A sexualidade constitui a base de propagação e sobrevivência dos genes. Quanto maiores as diferenças entre nós, maiores probabilidades teremos de subsistir em qualquer tipo de circunstâncias. Marilyn Monroe afirmou: "O sexo faz parte da Natureza, e eu dou-me maravilhosamente com a Natureza." A ciência actual recorda que darmo-nos bem com o biológico implica entender e respeitar a diversidade. Castos ou promíscuos; pessoas que associam o sexo ao amor e outras a quem os sentimentos diminuem a líbido; heterossexuais, homossexuais, bissexuais e "quadsexuais" (uma nova categoria lançada por Angelina Jolie que engloba os que gostam de homens, mulheres, homossexuais e transsexuais)... Todos contam.

Atlas da diversidade erótica
Ainda persistem curiosos comportamentos sexuais noutras culturas, surpreendentes ou mesmo questionáveis, de acordo com a nossa perspectiva.

A iniciação sexual em muitas tribos africanas é muito precoce. Os chewas (ou chicheuas, da Zâmbia e do Malawi) acreditam que se deve manter uma intensa actividade erótica durante a infância para se ser fecundo na idade adulta. Todavia, o elevado risco de contágio da sida fez subir a idade de iniciação.
Na tribo dos nandi, no Quénia, as meninas de oito anos são consideradas maduras para terem relações e tornam-se propriedade de todos.
Os turus da Tanzânia aceitam que as esposas tenham amantes desde que mantenham as aparências. Os vizinhos colaboram e não as denunciam.
Os adolescentes das ilhas Trobriand, na Papuásia/Nova Guiné, dispõem de uma casa de solteiros onde mudam de parceira todas as noites.
Algumas mulheres do Iémen pintam a pele de negro com pigmentos naturais antes de se deitarem com um homem, pois pensam que essa cor aumenta a potência sexual masculina.
No ritual matrimonial dos arandas, na Austrália central, a noiva deve passar uma noite com os pais do noivo antes de ir para a cama com ele.
Em Samoa, ver um umbigo é muito excitante; na ilha de Celebes, o mais apetecível é mostrar o joelho, enquanto para os hotentotes, etnia do Sudoeste africano, picante é observar os genitais dos animais.
Entre os sakalaves de Madagáscar, o estranho é ser exclusivamente heterossexual, pelo que praticam uma espécie de pansexualidade.
Entre vários povos da Nova Guiné, os adolescentes preparam-se mantendo relações homossexuais, mas, depois do casamento, tornam-se heterossexuais.

Normal vs. perverso
Ao longo da História, as instituições religiosas e jurídicas tentaram controlar o comportamento erótico dos cidadãos, apesar das diferenças naturais que existiam em matéria de gostos e tendências sexuais. Para atingir os seus objectivos, classificavam como perversão tudo o que se afastava da alegada normalidade.

O tabu era criado com base em critérios religiosos (pecado) ou jurídicos (delito); começaram também a ser esgrimidos, desde o século XIX, motivos de saúde para anatemizar os instintos desregrados.

Por exemplo, o médico britânico William Acton tornou público, em 1857, um estudo em que afirmava que algumas mulheres tinham orgasmos durante o coito, concluindo que esse efeito era um distúrbio produzido pela sobre-estimulação. Um século depois, William Masters e Virginia Johnson trocaram-lhe as voltas e afirmaram que o anómalo era a anorgasmia.

Até 1973, a homossexualidade foi considerada uma doença mental e constituía um delito em muitos países. Ainda hoje é considerada crime em cerca de 70 estados. Em Portugal, só foi despenalizada em 1982.


Quinta-feira, 12 de Abril de 2012

Foto do dia- Assista

"É triste pensar que a natureza fala e que o género humano não a ouve." ~ Victor Hugo
Portuguesa descobre maior insecto subterrâneo da Europa

Obrigado Zé pela acuidade e oportunidade para uma reflexão colectiva

Quarta-feira, 11 de Abril de 2012

Doc da semana: Utopia no Quintal- Permacultura e Cidade




A Permacultura é um conceito que reúne técnicas e práticas visando a convivência sustentável entre o homem e o planeta. O vídeo-documentário Utopia no Quintal -- Permacultura e Cidade apresenta exemplos de pessoas que adotaram algumas dessas práticas em suas rotinas, provando que é possível aliar a preservação do meio ambiente à vida corrida das grandes cidades. Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo realizado na Universidade Metodista de São Paulo sob a orientação do Prof. Ms. Valdir Aparecido Boffetti.

Terça-feira, 10 de Abril de 2012

Michael Marmot e Saúde Pública: a relação entre a geografia e o nível de instrução do cidadão (actualizado)




Michael Marmot é uma referência mundial sobre saúde pública e contesta fortemente os cortes nos esquemas de protecção social que estão a verificar-se na União Europeia, devido à crise. Além de ser injustos, acabarão por sair caros, porque piorarão a saúde da população. Durante a sua presença em Lisboa, afirmou que além da geografia, o estado de saúde melhora com o nível de instrução. De facto as estatísticas do Institute of Health Equity que M. Marmot preside não deixa margens para dúvidas.
(adaptado Visão, 1de Março 2012)

Actualizações demonstrando as preocupações de M. Marmot:
1. O NY Times de hoje recolheu estudos de peritos norte-americanos demonstrando que nos States aumentou para o dobro o fosso de sucesso escolar entre ricos e pobres, em menos de duas décadas.

2. Efeitos dos baixos salários dos professores e más políticas de educação em todo o mundo, em particular nos EUA (estudo de caso no Texas- via blogue do Paul Krugman).


3.Finalmente, outro estudo mostra porque é que o destino dos lucros não é visível nas descidas dos preços dos combustíveis, no alívio da carga fiscal dos cidadãos, sobretudo os contribuintes e na melhoria da qualidade vida generalizada. Esta ditadura do capitalismo, cobardia dos governantes e mentiras são denunciadas nesta notícia, em que as plataformas  Citizens for Tax Justice (CTJ) and the Institute on Taxation and Economic Policy denunciam aqui que existem 26 corporações que nada pagam ao estado, apesar de obterem lucros bilionários![Freak Nation]

Segunda-feira, 9 de Abril de 2012

Biografias - Galopim de Carvalho

Galopim de Carvalho, no III Cientistas em Acção, 2010 [Ciência Hoje]
O Cientista António Marcos Galopim de Carvalho nasceu em 1931 no Alentejo, na cidade de Évora. Licenciou-se em Ciências Geológicas e doutorou-se em Geologia na Universidade de Lisboa. Em 1992 foi nomeado Director do Museu Nacional de História Natural onde desenvolveu esforços pela divulgação, salvaguarda e valorização do património geológico nacional.
No seu percurso teve vários “Momentos de Glória” dos quais se destacam a organização da exposição “Dinossáurios Regressam”, a defesa de pegadas de dinossauros e a conversão de geomonumentos associados a estruturas museológicas, como o exomuseu de Santa Luzia (Viseu).É Grande Oficial da Ordem de Santiago da Espada. Recebeu o Prémio "Bordalo" para a Ciência, em 1994.
Ainda desenvolve trabalho na área das Ciências da Terra e é um defensor do património cultural e científico.
Para além de cientista, Galopim de Carvalho é também escritor. Publicou livros científicos na área da das Ciências da Terra - “Morfogénese e Sedimentógénese” (1996), “Petrogénese e Orogénese” (1997)- e tem obtido grandes êxitos na área da literatura de ficção, nomeadamente O Cheiro da Madeira (1994), o Preço da Borrega (1995) e Os Homens não Tapam as orelhas (1997).

Blogues da sua autoria
Sopas de Pedra
em co-autoria
Sorumbático

Domingo, 8 de Abril de 2012

Savina Yannatou- Nani Nani





Boa Páscoa! Happy Easter! Pessarh Samearh!
Este tema conclui a Série Vocalizos- BioTerra (ouvir Vocalizos 123  e a todas as mães do coração)


A propósito conheces o meu Workshop (gratuito) sobre as Canções de Embalar?

Sábado, 7 de Abril de 2012

Vinicius e Toquinho - O Velho e a Flor

Há uma profundidade neste tema...e toda a magia. A beleza é perdão, é uma forma de oração. A vida é para valer, não é para brincadeira. Põe um pouco de amor na vida, principalmente. A benção a todos os meus amigos e novos amigos.



Aqui em Portugal já existem iniciativas de encontros intergeracionais, a nível musical.Podemos falar em comum o ambiente. As fábulas, os textos orais, os contos tradicionais e as novas tecnologias, as novas informações são matéria-prima para a criatividade, para geografias de caminhos por trilhar e acontecer.O amor é o carinho, é o espinho que não se vê em cada flor"!

Por céus e mares eu andei
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber o que é o amor
Ninguém sabia me dizer
E eu já queria até morrer
Quando um velhinho com uma flor assim falou:
O amor é o carinho
É o espinho que não se vê em cada flor
É a vida quando
Chega sangrando
Aberta em pétalas de amor


Ler ainda Para as Futuras Gerações

Sexta-feira, 6 de Abril de 2012

Exposição a pesticidas relacionada com baixo QI nas crianças

Para reflectirmos. Vejam estes maravilhosos ovos da Páscoa Ucranianos, feitos por uma amiga minha do facebook! Bom dia de feriado (e por uma alimentação livre de pesticidas).
Ukrainian Easter Eggs - Pysanky - Artist Anna Perun 
Os resultados de três estudos recentes (Maio 2011) publicados na revista on-line Environmental Health Perspectives, sugerem que as crianças expostas a organofosforados durante o período pré-natal apresentam um QI mais baixo do que as que não tiveram expostas. Artigo completo na Naturlink

Leituras adicionais:
Cultivo de transgénicos aumenta drasticamente o uso de pesticidas nos EUA
Desenvolvidos pesticidas “amigos do ambiente” à base extractos de plantas aromáticas 

Documentos recomendados:
Poluentes Orgânicos Persistentes - os 12 Mais Indesejáveis
Who Benefits from GM Crops - The Rise in Pesticide Use
A Agricultura Biológica

Quinta-feira, 5 de Abril de 2012

Painel para a Sustentabilidade da ONU faz fortes ataques ao sistema capitalista

Obese person
Fonte BBC News, 30/01/12

"Viva simplesmente para que outros possam simplesmente viver"~ Helen e Scott Nearing
Relatório completo aqui

The panel's diagnosis

  1. The number of people living in poverty is declining, but the number hungry is rising
  2. Inequality in wealth distribution is rising
  3. Access to clean water is increasing, but 2.6 billion people lack access to modern sanitation
  4. By 2030, demand for food will rise by 50%, for energy by 45% and for water by 30%
  5. Women are too often excluded from economic opportunities
  6. The financial crisis was partly caused by market rules that encourage short-termism and do not reward sustainable investment
  7. The current economic model is "pushing us inexorably towards the limits of natural resources and planetary life support systems"
Please click here to view the Report and the Press Releases

Quarta-feira, 4 de Abril de 2012

FOUR YEARS. GO. - A Campaign To Change The Course of History (em português)

Tudo aqui




FOUR YEARS.GO is a campaign to change the course of history. The next four years will determine the quality of life on this planet for the next 1,000 years. There is still time to act, but no time to waste.
For more information go to Four Years.Go

Terça-feira, 3 de Abril de 2012

Lista completa das webcams de vulcões em todo o mundo



Erik Klemetti [página oficial] fez um trabalho laborioso de compilar numa postagem todas as webcams que filmam em directo os vários vulcões em todo o mundo, mesmo! 
Portugal está representado pelo Pico.
Para aceder à página clica aqui.

O meu Dossiê Geologia foi deste modo actualizado!

Segunda-feira, 2 de Abril de 2012

Doc da semana: O que é Biologia Sintética, métodos, impactos socio-económicos e seu futuro

Entrevista a Andrew Hessel


Tudo sobre este investigador na sua página pessoal

[Biografia retirada do seu tuíto] I help people program living things. And fight cancer. Founder at Pink Army Cooperative. Co-Chair, Bioinformatics and Biotechnology at Singularity University.

Domingo, 1 de Abril de 2012

Galiza natural em cinzas - estou consternado e de luto


A banda (creio) chama-se Lírios Transparentes. Neste domingo de ramos...ortodoxos e católicos, somos todos cristãos.A língua grega, cantada a meio desta música, ainda agita mais a comoção. Tema grandioso e exprime a minha desolação e luto ante a tragédia que caiu uma vez mais sobre a Galiza.

El Pais Galiza, 1 Abril 2012
La Xunta admite que se han quemado 750 hectáreas en As Fragas do Eume
El foco original, en A Capela, que ayer obligó a desalojar a 200 vecinos, está controlado
Los esfuerzos se centran en Monfero y Vilarmaior, donde se extendió el fuego por el fuerte viento
El incendio ha afectado “muy gravemente” al parque natural, según fuentes oficiales

Un hombre camina en la localidad de A Capella, cerca del incendio / MIGUEL RIOPA (AFP)


La Xunta admite que se han quemado cerca de 750 hectáreas en el voraz incendio que desde la tarde de ayer calcina uno de los paraísos naturales de Galicia, el parque natural de As Fragas do Eume. La Conselleira de Medio Rural e Mar, Rosa Quintana, en declaraciones a la radio autonómica, ha reconocido que la superficie afectada por el fuego son 500 hectáreas de vegetación arbolada y unas 250 de monte raso.

El teniente de alcalde de A Capela (A Coruña), Jaime Barcia, del PSdeG, cifra en más de 2.000 las hectáreas de tierra quemada en un espacio protegido desde 1997 como uno de los mejores ejemplos de bosque atlántico de Europa. “Aquí no quedó nada de As Fragas sin arder”, se lamenta apesadumbrado.

Lamento do Pastor




Agora que o clarinete está a ser (re)descoberto- composição da Grécia. Lindo, simplesmente!

Gostou? Compartilhe: